Pink Floyd em exposição inédita em Londres: imperdível para roqueiros!

Atenção roqueiros em Londres (ou com viagem marcada para breve): restam duas semanas para correr pro museu Victoria and Albert (o V&A) e visitar a exposição que comemora os 50 anos de carreira de uma das mais icônicas bandas de rock de todos os tempos, a super britânica Pink Floyd.

A exposição é um evento audiovisual. Ao chegar você recebe os fones de ouvido que vão te guiar por essa viagem. Não precisa fazer nada além de escutar – os fones sabem em que lugar da exposição você está e tocam o áudio correto para cada momento.

Desde que lançou seu primeiro single há 50 anos, o Pink Floyd acompanhou várias gerações de roqueiros. A introdução de “Wish you were here” (1975), por exemplo, embalou a juventude dos anos 70 e 80. Essa música foi eleita pelos críticos da revista Billboard como a maior de suas criações. Além da sua popularidade, a escolha se deu por sua experimentação e inovações em técnicas musicais, além da sua temática que fala sobre genialidade e loucura. A inspiração veio de um dos integrantes da banda original, Syd Barrett, que deixou a banda em 1968 após diversos episódios de alucinações, perda de memória e variações de humor, em parte causados pelo abuso de drogas como o LSD, além de especulações de que ele sofria de uma enfermidade mental. Traduzi um trechinho da música que acho emocionante:

“Então, então você acha que consegue distinguir

Paraíso e Inferno?

Céus azuis e dor?

Você consegue distinguir um campo verde

De um trilho frio de metal?

Um sorriso de um véu?

Você acha que consegue distinguir?”

 

Um dos momentos mais emocionantes foi assistir um vídeo gravado especialmente para esta exposição com Roger Waters e David Gilmour cantando as suas versões acústicas de trechos de “Wish you were here”. Deu vontade de ficar ali assistindo sem parar!

Para quem ficou curioso, veja aqui a lista completa das 50 melhores canções do Pink Floyd da Billboard. Spoiler: “Another Brick in The Wall” (1979) está entre as top 10!

Além das mais de 5 décadas de longevidade da banda, o sucesso internacional (veja alguns números na foto abaixo) e as inovações que eles promoveram, tanto em gravações quanto em performances ao vivo, são destaques e merecem toda a atenção do visitante. Para os conhecedores de guitarras, baixos, amplificadores e equipamentos de som essa exposição é mais fascinante ainda.

 

 

45 milhões de cópias vendidas – o equivalente a 7.000 por semana – e mais de 17 anos entre as 200 melhores da Billboard são alguns dos feitos que podemos acompanhar.

Uma sala cheia de guitarras, baixos e vários equipamentos de som – e sim, a exposição estava lotada!

 

Um dos pontos mais destacados é da exposição é a ênfase no trabalho de suas equipes técnicas, especialmente as de efeitos sonoros, iluminação e montagem de palcos. Não é de se espantar que 3 de seus integrantes se conheceram enquanto estudavam arquitetura.

 

Roger Waters e Nick Mason na universidade onde se conheceram | Foto: Universidade de Westminster

 

Outro destaque fica por conta das várias diferentes formações da banda. Foram tantas nesses 50 anos que não consegui encaixar em uma foto só. Vai uma colagem abaixo!

 

Segundo fontes do museu, a exposição foi concebida e desenvolvida pela própria banda.

Para finalizar, imagens de alguns artigos usados em turnês da banda que fazem parte desta exposição.

A exposição Pink Floyd: their mortal remains fica no V&A até 15 de outubro. O ideal é reservar umas boas duas horas para curtir com calma, e se for um dia agradável sentar e aproveitar o belíssimo jardim interno do museu. Importantíssimo comprar seu ingresso com antecedência pelo site, já quase não tem disponibilidade até o dia 15. às sextas a exposição fica aberta até as 21:30h (admissão até às 20:15). Fotografias SEM FLASH são permitidas em toda a exposição.

Este texto foi escrito pela nossa parceira Bússola Cultural. Todas as fotos, exceto quando indicado diferente, são dela também. Obrigada, Bússola! A Bussola Cultural visitou a exposição, representando o Segredos de Londres, a convite do V&A.

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